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Steve Jobs e a Revolução Digital

Ontem o mundo perdeu Steve Jobs, que faleceu aos 56 anos após uma longa luta contra um câncer de pâncreas. Mas para explicar sua importância, nós temos que falar um pouco também sobre o período em que vivemos, a chamada “Revolução Digital”.

Ilustração editorial: Steve Jobs e a Revolução Digital


Ontem o mundo perdeu Steve Jobs, que faleceu aos 56 anos após uma longa luta contra um câncer de pâncreas. Mas para explicar um pouco da importância do homem que definiu a cara de toda uma geração, nós temos que falar um pouco também sobre o período em que vivemos, a chamada “Revolução Digital”.


Hoje em dia as pessoas têm o mundo da comunicação em suas mãos. Todo conteúdo pode ser criado, divulgado, espalhado... Com as redes sociais fora dos desktops e em aparelhos portáteis, o usuário tem bastante liberdade para criar a sua própria revolução – que diga o povo do Egito, que derrubou o ditador Mubarak a partir da revolução das redes.


Ao invés de ser tratada como uma mercadoria, a informação torna-se algo que deve ser compartilhado a todo momento. Nos dias de hoje, o leitor tem maior autonomia do que outrora para produzir seu próprio material noticioso, e com um equipamento em mãos a todo instante, compartilhar é muito fácil.


O que vemos também é um novo modelo de comunicação interpessoal. O leitor não é mais só a notícia, o leitor faz a notícia, cobrindo o vácuo deixado pela mídia tradicional. As redes se tornam um local onde o espectador pode “assistir” tudo o que está acontecendo no mundo.


Uma pesquisa recente da Sinditelebrasil confirma que o número de usuários da tecnologia 3G no Brasil, o país que mais cresce atualmente no que diz respeito à navegação móvel, já é maior do que o de usuários da internet banda larga. Além disso, este número cresceu muito: de 8,7 milhões de usuários em 2009, o país saltou para 20,6 milhões de usuários da tecnologia no final de 2010. No mundo, mais de 1 bilhão de pessoas acessam internet pelo celular, diz um estudo do Google.


Logo, Steve Jobs, sem sombra de dúvidas, foi o personagem mais marcante. Pai do iPhone, revolucionário ao apresentar o tablet iPad, Jobs colocou a tecnologia nas mãos do consumidor final, aproximando homem e máquina, criando uma relação quase que fraternal entre essas duas criaturas.


O iPhone foi o primeiro aparelho a ter um sistema de navegação preciso pela internet, abrindo portas para os concorrentes no mercado inovarem e oferecerem diversas opções para seu público-alvo. Nos dias de hoje o Android, sistema de navegação do Google presente na maioria dos smartphones concorrentes, também é bastante forte no mercado, mas seu sucesso se deve ao conceito criado por Jobs.


O conceito que agora faz parte da vida das pessoas teve grande influência na internet e nas mídias sociais. Os dispositivos móveis possibilitaram novos tipos de mídias sociais e evoluções que podemos ver em nosso dia-a-dia, como a geolocalização, o novo open graph do facebook, as notícias em tempo real do twitter, etc. Se não tivéssemos a possibilidade de nos conectar 24 horas por dia de qualquer lugar, a internet não teria todo esse espaço para inovar. Por isso, a tendência disseminada por Jobs abriu infinitas possibilidades para a web e para o mundo da tecnologia.


Esse é o legado que Steve Jobs deixa, desde o computador pessoal até o tablet, sua influência mudou nossos hábitos, preferências e cotidiano. Ele foi um grande visionário que procurou popularizar o que não acessível a massa, revolucionado o mercado tecnológico, musical, cinematográfico e também a internet. O que podemos esperar é ele seja uma inspiração para continuarmos a revolucionar a tecnologia, a mídia e a vida das pessoas.


Steve Jobs - 1955 - 2011


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