Resumo
O Twitter antecipou a divulgação da morte de Osama Bin Laden em relação aos meios tradicionais de comunicação. Sohaib Athar relatou acontecimentos próximos à sua casa em Abbottabad, e Keith Urbahn publicou a informação antes de sinais da Casa Branca. O episódio destacou a rapidez do microblog na circulação de notícias e nas conversas públicas.
A morte de Osama Bin Laden não foi um marco somente para o mundo offline. Nas mídias sociais, ela fez um grande barulho. Tudo porque a informação chegou primeiro ao Twitter. Bin Laden morreu primeiro na sua timeline, enquanto os outros canais de comunicação ainda estavam absorvendo as notícias do Casamento Real. E isso gera uma pergunta: estaria o Twitter consolidado como um meio essencial para se informar?
Foram 3.440 tuites por segundo sobre o assunto, tudo isso enquanto os telejornais estavam se preparando para darem seus primeiros plantões. E antes dos anúncios oficiais, um tuiteiro se transformou em repórter: o paquistanês Sohaib Athar, também morador de Abbottabad, narrou todos os acontecimentos próximos à sua casa no microblog. E preveu: “Espero que esse não seja o começo de algo desagradável”.
Também teve o perfil de Keith Urbahn, (chefe de gabinete do antigo secretário de defesa dos EUA, Donald Rumsfeld), que, no domingo, antes de qualquer sinal da Casa Branca, soltou:

Ou seja: o imediatismo do Twitter superou as informações dadas pelas chamadas mídias tradicionais. Veículos do mundo todo, como o The New York Times (que se informou pela tuitada de Urbahn), a Reuters, a CNN e até os brasileiros Folha e Estadão resumiram em uma tuitada o que viria a seguir em seus meios de comunicação – confundindo Obama com Osama ou não. Os portais e os rádios deram a notícia logo depois do microblog. Há quem tenha conseguido parar suas prensas e soltado a informação no dia seguinte. Mas a eficiência de uma tuitada é impressionante: 140 caracteres podem mudar o fluxo de conversas e o foco de atenções do mundo. E a informação, claro, chega primeiro para quem está conectado naquele momento e observa os Trending Topics ou sua própria timeline.
É uma maneira de consumir informação que, a partir da morte de Osama, já pode ser vista sem medo como eficiente. Há, claro, uma discussão conservadora que dita que o Twitter não é um meio de comunicação, somente um agregador. Mas a partir de quando as informações chegam primeiro ali, não é como dar aquela volta na rua e perceber uma movimentação acontecendo que, no dia seguinte, pode ser um furo de reportagem? Só que no caso do microblog, elas já pulam para o segundo passo da comunicação de massa: chegam às rodas de conversa mais rápido do que se imagina.
Perguntas frequentes
Como o Twitter divulgou a morte de Bin Laden antes dos meios tradicionais?
A informação circulou no Twitter enquanto os telejornais preparavam seus primeiros plantões. Relatos de Sohaib Athar e uma publicação de Keith Urbahn antecederam os anúncios oficiais, e veículos de comunicação passaram a divulgar a notícia pelo microblog.
Quem foi Sohaib Athar no episódio da morte de Bin Laden?
Sohaib Athar era um paquistanês que morava em Abbottabad. Ele relatou no Twitter os acontecimentos próximos à sua casa antes dos anúncios oficiais, assumindo o papel de repórter dos eventos que observava.
Qual foi o papel de Keith Urbahn na divulgação da morte de Bin Laden?
Keith Urbahn, chefe de gabinete do antigo secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, publicou a informação no Twitter antes de qualquer sinal da Casa Branca. Segundo o artigo, o The New York Times se informou pela publicação dele.
Por que o Twitter foi considerado eficiente para acompanhar essa notícia?
O artigo destaca o imediatismo do Twitter: a informação chegou rapidamente às timelines, aos Trending Topics e às conversas. O episódio mostrou como uma publicação curta podia mudar o foco das atenções antes da cobertura dos meios tradicionais.

