Resumo
Após o crescimento no início de 2012, o Pinterest registrou queda de 25% na audiência pelo Facebook em um mês, segundo o AppData. Uma possível explicação era o retorno a outras redes de usuários que criaram perfis por curiosidade. Apesar da redução e das poucas ferramentas de interação, o texto afirmava que o Pinterest estava longe do fim.
Até que ponto uma social media não é apenas uma “modinha”? Os recursos que ela oferece podem ser vistos como diferenciais? Todas as redes sociais possuem um ciclo de vida, uns mais duradouros e outros não. E assim também ocorre com o Pinterest, uma rede cujo foco é a atividade de “bookmarking”, ou seja, o ato de favoritar ilustrações e sites prediletos, onde a imagem é tudo.
Apesar do invejável boom obtido no início de 2012, o Pinterest ainda explora poucas ferramentas de interação. A partir disso, os sinais de lesão já começaram a aparecer, e a rede social sofreu uma queda no número de usuários ativos, chegando a 25% de declínio de audiência pelo Facebook em apenas um mês, segundo dados divulgados pelo site de métricas não-oficial AppData, responsável por aferir a quantidade de vezes que uma única pessoa acessa um aplicativo por meio da rede de Zuckerberg.

Infográfico de audiência do Pinterest, retirado do site AppData.
Trata-se de uma rede social com grande apelo visual, porém não pode limitar-se somente a isso, pois marcar presença no mundo virtual é uma tarefa desafiadora. A qualquer hora há a possibilidade de surgirem novas redes que, se mais chamativas, poderiam substituir as outras, tornando-se as “febres” do momento. Por tal fato, cada uma das redes, ao disputar espaço na internet, deve buscar constante inovação, oferecer o máximo de recursos possíveis e também promover maneiras de aumentar a interação entre os usuários, já que vivemos em uma era de socialização.
Mas será que o Pinterest estimula essa interação? Ele funciona como o mural de parede do seu quarto, onde você coloca fotos, recados, citações e links relevantes, montando uma lousa com a sua cara. Suas postagens são marcadas por um “pin”, igual a essas tarraxas utilizadas para fixar papéis num quadro de cortiça. Além disso, é possível criar diferentes lousas para tratar de assuntos como culinária, esporte, entre outros, não deixando o mural uma bagunça.

Imagem do mural do Pinterest, retirada do site da Combridges.
No entanto, a rede está muito longe de ter um fim. Ela apenas atingiu um “pico” de usuários muito rapidamente. O próprio AppData aponta em seu estudo a possibilidade de esse fato ter relação com o número de internautas não-ativos, que fizeram um perfil no Pinterest somente pela curiosidade despertada pelo buzz dos primeiros meses deste ano, e já retornaram a outras redes sociais. E você, o que mudaria para deixar a rede mais atrativa?
E se ainda não sabe mexer no Pinterest, dê uma passadinha em nosso post anterior!
Perguntas frequentes
Por que o Pinterest perdeu audiência em 2012?
O AppData apontou como possível explicação a saída de usuários que criaram perfis por curiosidade, atraídos pela repercussão inicial do Pinterest, e depois retornaram a outras redes sociais.
O que os dados do AppData mediam sobre o Pinterest?
O AppData acompanhava a quantidade de vezes que uma pessoa acessava um aplicativo por meio do Facebook. A queda de 25% em um mês citada no artigo se referia à audiência por esse canal.
Como o Pinterest funciona?
O Pinterest permite favoritar imagens e sites e organizar fotos, recados, citações e links em murais. As publicações são marcadas por pins, e o usuário pode criar diferentes lousas para separar assuntos, como culinária e esporte.
A queda de audiência indicava o fim do Pinterest?
Segundo o artigo, o Pinterest estava longe do fim e havia atingido um pico de usuários rapidamente. O texto destacava a importância da inovação, da ampliação de recursos e do estímulo à interação entre usuários.

